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Caso Master: BC e PF investigam nova suspeita de fraude de R$ 11,5 bi

Esquema envolveria o uso de fundos da Reag DTVM e transferências irregulares de R$ 12 bilhões ao BRB para evitar a quebra da instituição privada; dono do Master e ex-presidente do banco estatal foram acareados pela Polícia Federal após liquidação extrajudicial
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 31/12/2025 22:43

O Banco Central (BC) e a Polícia Federal (PF) avançam em investigações que apontam para um esquema de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, a Reag DTVM, empresa de gestão de investimentos que foi alvo da Operação Carbono Oculto, e o Banco de Brasília (BRB).

A suspeita mais recente, enviada pelo BC ao Ministério Público Federal (MPF), em novembro de 2025, envolve operações de R$ 11,5 bilhões.

Paralelamente, a PF realizou uma acareação entre o dono do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, para esclarecer uma transferência irregular de R$ 12 bilhões em ativos sem lastros, realizada para evitar a quebra da instituição financeira de Vorcaro antes de sua liquidação extrajudicial.

As informações foram apuradas pelo Portal G1.

De acordo com os técnicos do BC, o Banco Master teria utilizado fundos da Reag DTVM empresa alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada no final de agosto deste ano, e que investiga lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) para realizar aportes de capital e mascarar sua situação financeira.

O modus operandi da fraude seguia uma estrutura em cascata: o Master emprestava dinheiro a uma empresa vinculada a Vorcaro ou pessoas de confiança, que aplicava os recursos em fundos administrados pela Reag.

Esses fundos compravam ativos de baixíssima qualidade e sobrevalorizados.

A investigação aponta ainda que diretores das instituições financeiras investigadas ajustaram a transferência de R$ 12 bilhões do BRB ao Banco Master em violação às normas regulatórias.

O BC identificou que parte dos Certificados de Depósito Bancário (CBDs) do Master estava lastreada em contratos fictícios de crédito.

Mesmo após o Banco Central questionar a origem dos títulos em março de 2025, o BRB continuou a operação, chegando a transferir R$ 12,2 bi antes de tentar desfazer o negócio.

Segundo o Ministério Público, o banco de Vorcaro recebia pagamento imediato, enquanto o banco público da capital federal realizava registros contábeis sem respaldo documental para manter seus níveis de capital próprio.


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