Ramagem chama PF de "polícia de jagunços" e ataca Andrei Rodrigues
Cassado após condenação por tentativa de golpe de Estado, ex-deputado afirma que não havia motivos para ser preso pelo serviço de imigração dos EUA.
- Categoria: Geral
- Publicação: 16/04/2026 19:32
Menos de 24 horas depois de ser libertado pelo serviço de imigração dos Estados Unidos (ICE), o deputado cassado e ex-delegado da Polícia Federal Alexandre Ramagem gravou, na casa em que mora com a família, na Flórida, um vídeo para agradecer o apoio dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, de políticos e de amigos durante os dois dias em que permaneceu preso, após ser detido com documentação irregular.
A mensagem gravada por Ramagem e publicada em suas redes sociais dura pouco mais de cinco minutos. Metade desse tempo foi dedicada a críticas e acusações ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, à Polícia Federal (PF) — chamada por ele de “polícia de jagunços” — e ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. “Esse diretor-geral é uma vergonha”, disse o ex-delegado ao comentar a informação dada pela própria PF de que há cooperação entre a instituição brasileira e o ICE na questão dos imigrantes ilegais.
Segundo Ramagem, a prisão e a soltura dele foram atos “administrativos”, sem a interferência da Justiça dos Estados Unidos. “Minha situação (como imigrante) é de completa regularidade”, afirmou. “Não houve nem pagamento de fiança, que é comum nesses casos migratórios”, complementou. Ele fugiu do Brasil às vésperas do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que o condenou a mais de 16 anos de prisão como um dos integrantes do núcleo crucial da tentativa de golpe de Estado. Considerado foragido da Justiça brasileira e com nome incluído na lista da Interpol de pessoas procuradas, ele vive, desde setembro do ano passado, no estado da Flórida com a mulher e as filhas.
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